terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Alegria ou Felicidade?

Uma das coisas que me deixa feliz de verdade é ver um paciente melhorando, se animando com a vida.
Quando comparo como a pessoa chegou pela primeira vez, procurando ajuda e como se sente depois, motivada, entusiasmada, fazendo coisas novas, planos...é bom demais.

E você, está alegre? 

Você é feliz? 

Alegria é um dos nossos sentimentos positivos, de prazer, de ânimo. Costuma-se dizer que quem está alegre está feliz, mas pode ter uma diferença.
A alegria é sentida quando se está experimentando algo bom, como estar alegre com uma linda manhã de sol, estar alegre ao reencontrar um amigo para um café, ou porque acabou de comprar aquela roupa legal.
É como se a alegria fosse um estado mais passageiro, mas de grande prazer. 

A felicidade é um sentimento mais profundo, mais essencial, como se fosse um jeito de ser, e não só um estado circunstancial.
Vemos pessoas que são materialmente pobres, e que mesmo assim carregam uma felicidade "por tão pouco", estão sempre sorrindo.
Já outras, abastadas, não demonstram isso. Podem até ser negativas, mal humoradas, infelizes mesmo.
A felicidade verdadeira não está no externo.
É claro que algumas coisas na vida são muito significativas, e nos deixam realmente felizes, como comprar o primeiro carro, fazer o casamento, ter um filho, conseguir aquele emprego, aquela viagem... São realizações importantes para a vida e vem de encontro com nossos maiores objetivos de vida, são coisas realmente importantes. 

A felicidade tem muito a ver com o interior de cada um, com sua constituição, personalidade, sensibilidade, histórico de vida, forma de reagir diante das situações.
Algumas pessoas enfrentam processos duríssimos desde cedo, e não os registra como dolorosos. Parecem até preparadas para isso.
Já outras se angustiam e deprimem por muito menos, acham que a vida é sempre triste.

É de cada um. 

Uma vez me disseram uma coisa muito interessante: "Você pode estar triste mas feliz, mas não pode estar triste e alegre!".
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Angústia, tristeza ou depressão?


Você já se sentiu angustiado? E triste? 

E essa tal de depressão? 

Estas emoções ou estados emocionais tem diferenças entre si, mas quem sente pode não conseguir identificar exatamente. 

A angústia é aquele sentimento que parece uma tristeza, um aperto, e que tem um aspecto de aflição, de preocupação. Geralmente tem um motivo claro, por exemplo: o filho está demorando a voltar para casa, ou está para sair o resultado de um exame ou notícia importante.
Na maioria das vezes a angústia tem mesmo a ver com espera, medo.  

Já a tristeza é um sentimento que nos acomete quando vivemos situações negativas e contrárias à forma como desejaríamos que fossem.
Por exemplo: gostaria de ter dinheiro para uma viagem, mas não tem. Foi demitido do trabalho. Um amigo está doente. O sonho está demorando a se realizar. Uma pessoa querida faleceu. O namoro terminou.
A tristeza é um sentimento primitivo, as crianças se sentem tristes desde cedo com algumas coisas.
E quando estamos tristes podemos até conseguir realizar nossas tarefas de rotina, mas ficamos mais retirados, ou querendo conversar com alguém em quem confiamos. Enfim, a tristeza nos leva a fazer uma certa pausa, a pensar.
Por isso eu diria que a tristeza é saudável, nos ajuda a amadurecer. 

A tristeza tende a passar. Com o tempo é possível reagir e "voltar ao normal".
Mas se persistir por muito tempo, se intensificando, merece atenção, pois pode caminhar para uma depressão. 

A depressão é um estado de tristeza profundo, acompanhado de desânimo, entrega.
A pessoa pode nem conseguir sair da cama, não vê mais sentido na vida, mesmo nas coisas de que mais gostava. Nem a presença das pessoas amadas altera o seu estado de prostração.
E é um quadro sério, necessitando mesmo de ajuda psicológica e até remédios. 

A depressão também tem uma causa. Existem as causas orgânicas, hormonais, mas também os casos onde alguma situação provocou a tristeza que levou à depressão.
Os motivos são muito pessoais, podem estar ligados a uma perda irreversível, a uma experiência de muito medo ou agressão, e pode até ser o efeito colateral de um medicamento. 

O mais importante nesse assunto é que todo o estado emocional pode passar a ser um desequilíbrio e até uma doença se não for trabalhado ou tratado.
Muitas pessoas em depressão são julgadas como fracas ou tem a sua dor desconsiderada.
 
Seja uma pessoa angustiada, triste ou deprimida, é sempre muito importante que se dê apoio e ajuda, porque são dores, e sentir dor é sempre muito ruim.
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A Dor do Ciúme

Quando escolhi o tema "Ciúmes" para escrever, o fiz pensando no quanto é um sentimento intrigante, sofrido, chegando a ser mesmo avassalador. 
Então, segue abaixo um pouquinho sobre este tema que considero tão interessante, do ponto de vista analítico.

Ciúmes - 

Muita gente sofre de ciúmes. E a explicação popular é "ciúme é insegurança", e ponto. E as pessoas muito ciumentas, além de sofrerem, ainda são de certa forma pressionadas e criticadas, rotuladas de loucas e desequilibradas.
O ciúme, ainda mais quando descontrolado, é um sentimento sofrido, doloroso, avassalador. Pessoas impulsivamente matam (e se matam) por ciúmes, tamanha a força da emoção.
O ciúme é composto por raiva + medo. E é um sentimento até natural. Os bebês sentem ciúmes. Mas existem casos mais complicados.
No fundo a pessoa que sofre disso é vítima, ela é acometida por essa emoção desenfreada e negativa. Se ela pudesse escolher, escolheria não sentir, mas não consegue.
Mas por quê?
O que as pessoas muitas vezes não sabem, é que o ciúme tem a ver com sentimentos profundos de rejeição, medo, tristeza.
Uma pessoa ciumenta pode reagir assim devido a traumas na infância, por exemplo, quando a mãe teve que trocar os cuidados, o colo, o seio pelo irmão mais novo que nasceu. Essa vivência pode ter deixado marcas terríveis no inconsciente da pessoa, e ela nem se dá conta disso. E a mensagem inconsciente que a pessoa carrega nos seus relacionamentos, é "você vai me deixar por causa de outro, eu sei". Esse é só um exemplo de caso.
O ciumento sofre na fantasia, ele tem certeza de que o outro está fazendo alguma coisa, por isso mexe nos objetos pessoais do parceiro, sempre com a sensação de que vai encontrar uma prova de que está sendo traído, trocado. A emoção antiga e inconsciente fica fazendo sentido no comportamento da pessoa e ela não percebe, pois é profundo demais.
E podem existir outras mil situações vividas, em diversos níveis, menos ou mais traumáticas, que deixaram na pessoa a crença inconsciente de que ela será trocada, será deixada de lado, será desprezada em troca de outra, deixando inclusive o sentimento de que ela não tem valor. Pessoas com problemas de autoestima também tendem a se sentir assim. Na adolescência, nos primeiros relacionamentos costuma existir muito ciúme, talvez por causa da personalidade insegura, ainda não formada. São muitos os elementos internos de cada pessoa.
E o ciúme vale para relacionamentos entre irmãos, amigos, não importa. A fantasia é sempre a mesma: serei deixado, não sou importante.
Temos que tomar cuidado quando julgamos, rotulamos. Uma pessoa ciumenta sofre sem querer, sem ao menos se dar conta de que a situação atual não tem a ver com o que já viveu. Só com um tratamento emocional ela poderá limpar e desvincular as situações.
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Como superar o Medo e fazer dar certo


Eu costumo escutar das pessoas os mais variados tipos de medo.

Entre eles medo da solidão, do desemprego, da traição, de uma doença grave, de ser assaltado, medo de relacionamento...

O medo, na sua essência, faz parte do nosso instinto de sobrevivência. É uma reação de proteção a uma situação que represente perigo, é algo necessário para nossa preservação.

Mas o que percebo em algumas histórias vai além disso.

Por exemplo uma pessoa que já se relacionou várias vezes e a relação acabou mal, pode ter ficado marcada a ponto de não conseguir mais investir em um novo projeto afetivo.

A partir de algumas experiências com final infeliz, ela cria a crença de que todo o relacionamento acaba em tristeza.

Nós fazemos muito isso, criamos algumas crenças por medo.

É como se assim já definíssemos que é melhor evitar tal situação, assim não sofremos de novo.

E por defesa acabamos não nos dando mais a chance de uma boa experiência.

E o inverso também acontece.

Quem se convence, por exemplo, de que é um ótimo profissional, passa a viver sem conflitos nessa área, e se não tem conflito as coisas fluem.

Conheci muitas pessoas bem-sucedidas na área afetiva, assim como na área profissional.

O que elas têm em comum é a crença de que sempre pode dar certo.

Pensando assim, talvez a melhor forma de enfrentarmos o que nos causa medo, é acreditar que a próxima história poderá ser sim, diferente. E correr atrás da prova positiva.

Exercitar um olhar positivo pode fazer muita diferença num novo passo, já que o fato de estar atento para a nova situação pode permitir maior análise e cuidado no caminho.

Quando mudamos nosso jeito de olhar para algo, automaticamente tudo sai diferente.

Se a percepção muda, muita coisa pode mudar.

O segredo está em aprender a analisar antes de cada escolha, seja na escolha de uma pessoa para se relacionar, seja avaliando sem pressa se ambos são compatíveis, seja dando um passo de cada vez, com clareza e mais consciência.

Sempre avaliando como agia antes, e que formas tem agora como opção para conduzir.

O problema está em sempre fazer igual sem observar detalhes, sem medir consequências óbvias ou até mesmo, nesse caso, se entregar sem olhar para o outro, sem perceber o que, muitas vezes, está claro, como quando as diferenças são grandes demais, já que uma das bases de uma relação é ter objetivos em comum.

Muitas vezes uma história que terminou mal, já dava indícios disso desde o começo.

Assim como na escolha errada por um tipo de carreira ou trabalho (que não tem nada a ver com nosso perfil) pode sair pela culatra.

Precisamos aprender que fazer dar certo depende somente de nossas atitudes e escolhas.

Não adianta colocar o medo na frente e não agir com realismo.

Se fizermos assim, a chance de dar certo pode aumentar e muito, evitando que a culpa seja da tal falta de sorte.

Rosangela Tavares





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